A busca do Espírito Santo e a mudança de hábitos

“Que ninguém pense que poderá alcançar, sem fervoroso esforço de sua parte, a certeza do amor de Deus. Quando à mente é permitido demorar por longo tempo apenas sobre coisas terrestres, é difícil mudar os hábitos de pensamento. Aquilo que os olhos vêem e os ouvidos ouvem, muitas vezes atrai a atenção e absorve os interesses. Mas se quisermos entrar na cidade de Deus e contemplar Jesus em Sua glória, temos de acostumar-nos a contemplá-Lo com os olhos da fé aqui mesmo. As palavras e o caráter de Cristo devem ser o objeto de nossos pensamentos e nossa conversação; e cada dia deve ser dedicado algum tempo especialmente à devota meditação sobre assuntos sagrados.” Ellen G. White, Mensagens aos Jovens Pág. 113 e 114. A mudança de hábitos é sempre um grande desafio para qualquer pessoa. Mudar hábitos relacionados à vida cristã é um desafio ainda maior. Na maioria das vezes parar com determinadas práticas ou iniciar outras é um processo longo que demanda força de vontade, disciplina e principalmente auxílio Divino. Embora a formação de novos hábitos não seja sempre algo fácil ela é indispensável na vida daqueles que reivindicam a promessa feita por Jesus: “E eu rogarei ao Pai, ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,” (Jo. 14:16).
O hábito da oração – A formação do hábito da oração é indispensável na busca do Espírito Santo. Antes de O receberem os discípulos tiveram primeiro que aprender o verdadeiro significado da oração, aprenderem não apenas a orar, mas a ter uma vida habituada à oração (At. 1:14). Durante três anos de relacionamento com eles, Jesus não poupou esforços para ensiná-los, Ele apelou a seus corações e em muitos momentos exortou-os quanto a necessidade de vigiar e orar. Porém, na maioria dos casos os discípulos permaneceram como eram. Mesmo estando ao lado do Salvador ainda viviam em invejas e disputas internas sobre quem seria o maior no reino dos céus (Lc.9:46).
Fica evidente que em suas vidas ainda faltava a ligação vital com o poder transformador que pode ser encontrado unicamente através da oração da comunhão diária. Certa vez, Jesus os repreendeu por não estarem vigilantes: “E voltando, para os discípulos, acho-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem por uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt. 26:40 e 41).
Seguindo o exemplo de Jesus  – Jesus, que era cheio do Espírito, nos deu Seu perfeito exemplo de uma vida habituada à oração. A inspiração nos revela que “Nas primeiras horas do novo dia, o Senhor despertava de Seu repouso e Sua alma e lábios eram ungidos de graça para que a pudesse transmitir aos outros”. Parábolas de Jesus, pág.139. A oração era um hábito constante e diário na vida terrena do Mestre. Ele sempre buscava intimidade com o Pai. Não é raro encontrarmos passagens na Bíblia onde vemos Jesus se retirando para lugares solitários a fim de orar: Mt.14:23; 26:36, 42 e 44; Mc.1:35 Lc.5:16. Os momentos de comunhão com o Pai O possibilitaram obter vitórias sobre os estratagemas de Satanás, e todo o poder que dEle saia, Ele já o tinha recebido do Pai nos momentos de íntima oração. Mark Finley em seu livro Revive Us Again pág. 17, afirma que: “Se Jesus, o divino filho de Deus, necessitava de tempo na presença do Pai, nós certamente precisamos muito mais. Jesus nunca estava ocupado para orar.”
O exemplo que Cristo deu aos seus discípulos certamente não foi inútil.  Quando eles tornaram esta prática a parte central de seu ministério o Espírito foi enviado em resposta (At. 1:14; 2:1-4). A nós é aconselhado que “Devemos encontrar nossa força justamente onde os primeiros discípulos encontraram a sua: “Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas.” “Todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. E era um o coração e a alma da multidão dos que criam.” Atos 4:31 e 32. Conselhos sobre Educação, pág. 126.
O hábito de ler e refletir na Palavra de Deus – Outro hábito indispensável na busca do Espírito é o de refletir nas Sagradas Escrituras. É dela que iremos falar quando nos tornarmos cheios.
Em meio a tantas vozes neste mundo temos que priorizar a quem escutar. Somos livres para escolher se daremos mais atenção à Palavra de Deus ou ao nosso próprio eu, ou até ao inimigo. O que não somos livres para escolher são as consequências dessas decisões.
O hábito da reflexão diária nas Escrituras Sagradas certamente nos auxiliará a ouvir a voz do Senhor na busca do Consolador prometido. O reformador João Calvino certa vez disse: “Devemos nos aplicar zelosamente a ler e ouvir as Escrituras, se é que realmente queremos obter qualquer ganho ou benefício do Espírito de Deus”. – Institutas da Religião Cristã, v. I , 9:2.
Seguindo o exemplo de Jesus  – Jesus tinha o hábito de relacionar-se com a Palavra de Deus. Por diversas vezes O encontramos citando as Escrituras Sagradas: Mt. 4:4, 7 e 10; 12:38-41; 19:3-4 e 8; 22:30-32; 24:15-16; Lc. 4:16-21; Jo.3:14-15 e etc. Foi no deserto da tentação que as Escrituras internadas no coração fizeram toda a diferença (Mt. 4:1-11).  Disse Ele acerca delas: “São elas que de Mim testificam” (João 5:39). Ellen G. White sobre isto afirma: “dEle que é o Redentor, aquele em quem se centralizam nossas esperanças de vida eterna. Sim, a Bíblia toda fala de Cristo. Desde o primeiro relatório da criação – pois “sem Ele nada do que foi feito se fez” (João 1:3) – até à promessa final: “Eis que cedo venho” (Apoc. 22:12) lemos acerca de Suas obras e ouvimos a Sua voz. Se desejais familiarizar-vos com o Salvador [e Seu Espírito], estudai as Santas Escrituras.” – Caminho a Cristo, pág. 88. Ela ainda acrescenta: “Por intermédio das Escrituras, o Espírito Santo fala à mente, e grava a verdade no coração. Assim expõe o erro, expelindo-o da alma. É pelo Espírito de verdade, operando pela Palavra de Deus, que Cristo submete a Si Seu povo escolhido.” – O Desejado de Todas as Nações, pág. 671.
Quando experimentamos a sincera e verdadeira oração e estudamos a Palavra Deus, não só para obter conhecimento, mas para desenvolver intimidade com Ele, o Espírito Santo virá a nós como veio aos discípulos no Pentecostes (At2:1-4). “E se consentirmos, Ele [o Espírito Santo] por tal forma Se identificará com nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que obedecendo-lhe, não estaremos se não seguindo nosso próprios impulsos.” – O Desejado de Todas as Nações, p. 671.

Vida sem graça

Graça pode significar, entre outras coisas, receber algo sem que haja mérito. De forma gratuita. O ministério de Cristo era cheio de graça, pois concedia as mais altas bênçãos a todo tipo de pessoa, boa ou má. Era uma vida de alegria, gozo e paz. Jesus exerceu, de forma maravilhosa, o pleno significado da palavra graça! “Nosso Senhor Jesus Cristo veio a este mundo como o infatigável servo das necessidades do homem… Era Sua missão restaurar inteiramente os homens; veio trazer-lhes saúde, paz e perfeição de caráter”, enfatiza com muita propriedade a escritora Ellen G. White.
Ele perdoava quem não merecia ser perdoado. Amava quem não O amava. Curava quem não tinha fé suficiente. Comia e se unia a pessoas de conduta duvidosa, sentava-se com malandros e ladrões. Aceitava traidores em seu grupo de amigos. Dormia na casa de pecadores. Não ofendia quem O maltratava.
Era resoluto e sabia o que queria!
Jesus era cheio de graça. “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lucas 2:52). Exercia influência assustadora. Convencia apenas pelo jeito de ser e de falar. Não argumentava muito. Quase sempre, apenas agia. Quando era questionado sobre a origem de Sua autoridade, não Se perturbava. Dizia: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Suficiente!
Sua vida de oração e abnegação, amor e paixão pela humanidade destituída de graça, O fazia diferente. Era amado por quem não encontrava amor em mais nada e ninguém. Cansado e empoeirado, após longas jornadas no sol escaldante do Oriente Médio, sempre tinha tempo para as crianças, para as mulheres e para os que já não sabiam o que era alegria.
Escutava e perdoava os que levavam pesados fardos de culpa e medo, de fracasso e desânimo. Ele lhes concedia graça, imerecida, é verdade, mas eu e você também não somos merecedores desse amor!
Mas não precisamos chorar. Jesus morreu por mim e por você, para que tenhamos vida eterna! E nos deixou o Seu exemplo. Mais que isto, deixou-nos o Seu Santo Espírito para nos consolar e dar-nos “vida em abundância”.
Que Deus o abençoe e lhe conceda Sua maravilhosa graça!

Apocalipse, a Resposta.

A maioria das pessoas em nosso País, ama e respeita a Bíblia e cada dia aumenta o número daqueles que desejam compreendê-la melhor. Muitos, no entanto, têm dificuldades para entender seu último livro (o Apocalipse), com sua fluente linguagem profética, vívidas descrições e misteriosos símbolos. Porém, a mesma Bíblia tem a chave para interpretar as fascinantes revelações apocalípticas. Nesta série de estudos bíblicos, você conhecerá e identificará, com vibrante entusiasmo, o significado de seus segredos.
Outra agradável surpresa é a descoberta de que o Apocalipse não é um tesouro ancorado no passado longínquo, nem um tabu indefinido na penumbra de um futuro incansável, fechado à percepção presente. O anjo de Deus ordenou que não fosse selado (Apocalipse 22:10 ), e alegre-se! É um livro aberto especificamente para a nossa época (Apocalipse 22:10-12 ). Mais ainda: contém uma promessa de bênção especial para aqueles que o estudam e respeitam sua revelação. Deus vai revelar os segredos do Seu Reino para você e sua família.
João escreveu o livro do Apocalipse na rochosa ilha de Patmos ( Apocalipse 1:9), que fica no mar Egeu, para onde havia sido exilado por ordem do imperador Domiciano. Por causa de sua fé, foi obrigado a trabalhar nas minas. Naqueles dias Patmos servia como prisão de máxima segurança. João escreveu sob circunstancias difíceis e desanimadoras. Mas Deus transformou a maldição em bênção!
Jesus buscou o que outros escritores da Bíblia haviam dito sobre o tema. Seu método, sem dúvida, é o correto; permitir que a Bíblia se explique a si mesma. É assim que devemos estudar o Apocalipse.
A chave que abre os mistérios do Apocalipse está no estudo do Antigo Testamento. Taylor G. Bunch diz que 27 livros dos 39 do Antigo Testamento são citados em Apocalipse, e dos 404 versículos, 276 são citações de outros autores bíblicos. Por isso é que o mistério que envolve os símbolos do Apocalipse se torna claro quando estudamos outras passagens bíblicas sobre o mesmo tema.
Ao ler Apocalipse, notamos que Deus estava mostrando incidentes e fatos que o Seu servo via com os seus olhos e ouvia com seus ouvidos. Portanto, João, ao informar as visões, diz: “Eu vi” ou “olhei” e “ouvi”, ou algo semelhante, pelo menos 73 vezes. Em Apocalipse, Deus está apresentando acontecimentos, nações, movimentos religiosos e organizações. Mensagens como em filmes com imagens e palavras. Diríamos hoje que Deus revelou o Apocalipse por meio de impressões audiovisuais.
Jesus falou em símbolos (parábolas) para que as entendessem somente aqueles que estavam relacionados com as coisas espirituais. Se o Apocalipse tivesse sido escrito numa linguagem literal, há muito que os inimigos de Deus o teriam destruído. Deus, na Sua sabedoria, apresentou Suas mensagens numa linguagem compreensível somente para “os Seus servos” (Apocalipse 1:1.)
Os símbolos não impedem a compreensão, porque a Bíblia nos dá o seu significado.
A falta de sinceridade priva as pessoas da capacidade de entender a mensagem profética, por isso é que para muitos a revelação do Apocalipse parece obscura e fechada. Como exemplo vemos um caso no Antigo Testamento: Isaias 29:10-14; São Mateus 13:14.
Deus o abençoe ao estudar Suas profecias através desta série. A vida eterna começa agora!

Os Estudos bíblicos abaixo, estão disponíveis em formato do word(*.doc).


Você acredita nas profecias?

Hoje desejo apresentar fortes evidências da veracidade da Bíblia, e mostrar profecias nela contidas e que foram comprovadas pela História Universal, demonstrando assim que Deus O Conhecedor do Futuro – foi quem revelou as verdades preciosas contidas nas Sagradas Escrituras.
Está cada vez mais comum nos dias de hoje, as pessoas se apegarem no que dizem os adivinhos,
médiuns, astrólogos, prognosticadores, e futurólogos. Consultam búzios, necromantes, a bola de cristal, as cartas, o tarô, etc. Mas todos estes “meios” de conhecer o futuro são humanos, falhos e na maioria dos casos oriundos de “misteriosas forças ocultas” (a saber, satânicas!)
Recentemente foi feita uma pesquisa, pegando vários jornais diferentes, e nas folhas onde se encontram os horóscopos pode se ver que cada horóscopo trás uma mensagem diferente de um jornal para o outro.
A astrologia e os horóscopos movimentam somente no Brasil uma soma superior a 100 milhões de reais anualmente, e nos Estados Unidos o valor passa de 200 milhões de dólares.
Nossa única fonte de verdade é a Bíblia, pois ela teve sua origem em Deus, que é o Deus da verdade, o único que conhece o futuro. Ele mesmo declara:
“Eu sou o Senhor, a minha glória, não darei a outrem. Eis que as primeiras predições – já se cumpriram e novas coisas eu vos anuncio, e, antes que sucedam, eu vo-las farei ouvir.” Isa. 42:8 e 9. Nestes versículos mencionados, Deus reserva para Si próprio, exclusivamente, o conhecimento e a revelação de fatos futuros.
Através das profecias bíblicas referentes à Cristo temos forte e convincente evidência, de que sem dúvida nenhuma a Bíblia foi inspirada por Deus.
As profecias são bem numerosas, e o seu cumprimento é cabal e completo.
  • A primeira profecia sobre Cristo foi dada a Adão e Eva, ainda no Jardim do Éden: o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente. Gên.3:15. Em Gálatas 3:16 encontramos o cumprimento em Cristo.
  • Jacó antes de expirar profetizou que da descendência de Judá viria Siló, o princípe da Paz. Gên. 49:10. Esta profecia teve o seu cumprimento nAquele que – só Ele – podia dizer ” Deixo-vos a paz…” João 14:27.
  • No salmo 22, Davi apresenta a profecia que fala dos sofrimentos do Messias ( e, lembremos bem, esta profecia foi escrita por Davi, inspirado por Deus, cerca de 1000 anos A.C.). Nela encontramos fatos estupendos como os seguintes:
  • Os sofrimentos do Messias seriam extremos (V.14); suas mãos e pés seriam traspassados (V.16); seria despido, suas vestes seriam repartidas e sua túnica sorteada (Vs 17 e 18); as pessoas presentes zombariam dEle(V.7); sua angústia seria culminada por terrível sede (V.15); e o Seu grito, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (V.1) também foi predito.
  • O nascimento virginal de Cristo foi anunciado sete séculos antes de ocorrer, pelo profeta Isaías. (Mat. 1:22, 23) e (Isaías 7:14)
  • A profecia indicou também que Aquele menino que nasceria em favor do mundo seria o próprio Deus – Emanuel, que quer dizer Deus conosco! (S.Mat.1:23)
  • O profeta Isaías, no capítulo 53 apresenta uma das mais formidáveis profecias sobre o ministério de Cristo: o de morrer pelo pecador e a expiação dos nossos pecados.
  • Miquéias anunciou o local do seu nascimento. Miquéias 5:2. A matança dos inocentes, levada a efeito por Herodes, conforme Mateus 2:16-18 também foi profetizada com exatidão por Jeremias, no capítulo 31:15.
  • O profeta Isaías declarou ainda qual seria o conteúdo principal do ministério de Cristo. Pregar boas novas aos quebrantados, curar os enfermos, oferecer liberdade aos cativos do inimigo, consolar os aflitos, oferecer alegria e paz aos que estariam tristes e inconsoláveis.
    Cristo, cumprindo esta profecia de Isaías 61:1-3, era o Único que podia dizer “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei,… e achareis descanso para vossas almas:” (S.Mateus 11.28-30).
  • A profecia também indicava que a morte não poderia retê-lo na sua prisão. Disse o salmista, “pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.” A ressurreição de Cristo, pelo Seu próprio poder (S. João 10:17,18) demonstrou a veracidade das Escrituras.
Desta maneira nós vimos que as profecias do Antigo Testamento oferecem detalhes minuciosos – por antecipação – da vida, ensinos, e obra de Jesus Cristo. Sua genealogia, Seu nascimento, Sua divindade, Seu poder de operar milagres.
A salvação que Ele nos oferece, Seu sacrifíco expiatório, o modo como foi traído, pregado, morto, enterrado e até mesmo a ressurreição e ascensão, tudo foi antecipadamente comunicado para que pudéssemos crer em Deus e em Seu Filho Jesus Cristo.
Estas profecias messiânicas – que se cumpriram em Jesus Cristo comprovam que Deus conhece o fim desde o princípio; só Ele conhece e sabe o que irá acontecer em breve.

O Uso de Jóias na Bíblia

Finalmente, após anos de debates às vezes calorosos, uma publicação nova aborda as dúvidas sobre o que a Bíblia ensina sobre o uso de jóias. O Dr. Angel Manuel Rodriguez, colunista da Adventist Review e diretor associado do Instituto de Pesquisas Bíblicas da Conferência Geral, colocou em palavras uma visão do assunto, sob o ponto de vista bíblico, livre de sentimentos e depois de muito pesquisar. Em 125 páginas, O USO DE JÓIAS NA BÍBLIA explora as implicações de como a Bíblia lida com essa questão  e como isso se relaciona com a vida cristã. http://www.cpb.com.br/produto-175-o+uso+de+joias+na+biblia.html
queles que acreditam na Bíblia como norma de fé e prática, estão dispostos a compreender como seus ensinamentos sobre o uso de jóias afetam a vida cristã de cada um. Reconhecemos  que as pessoas são muito sensíveis no que diz respeito a regras sobre o que usar ou não usar, mas a questão neste caso é definida pela autoridade da Bíblia em nossas vidas. Os adventistas  se dizem sempre dispostos a submeterem-se à vontade de Deus expressa nas escrituras, e por esta razão nos sentimos à vontade para explorar as implicações dos ensinos bíblicos sobre jóias para nós hoje. Interessante que este assunto não é tão complexo como muitos acreditam, uma vez que entendemos o ponto de vista bíblico sobre o assunto. Então, vamos explorar algumas das implicações.

A. ALGUMAS IMPLICAÇÕES

1. Posição Adventista sobre o uso de jóias e a Bíblia

A posição adventista concernente ao uso de jóias rejeita o uso das jóias ornamentais e aceita que existam  jóias funcionais, e que o uso destas não necessariamente viola o padrão. Como visto acima, isto é o que a Bíblia declara com respeito ao uso de jóias. É verdade que para algumas pessoas é difícil aceitar o conceito de que as jóias hoje podem ter funções diferentes, mas elas, mesmo no mundo ocidental servem para várias utilidades. Jóias religiosas são comuns entre os integrantes do movimento Nova Era e também entre cristãos ( o crucifixo, entre os católicos);  e o interesse no ocultismo tem trazido o uso de jóias para proteção. Em alguns países as jóias indicam a posição social de responsabilidade  de reis, rainhas e chefes tribais. É claro que a jóia funcional mais conhecida é a aliança matrimonial, usada como símbolo de amor e comprometimento entre o casal. Entretanto, na maioria dos casos a função principal das jóias hoje, parece ser ornamental. É este aspecto ornamental que a igreja, de acordo com as escrituras, tem rejeitado e tido como inapropriado para os cristãos.

Jóias ornamentais usualmente, mas não exclusivamente, se encontram na forma de brincos, anéis, anéis de nariz, pulseiras, colares e pulseiras de tornozelo, e são usadas para sofisticar a aparência do indivíduo. De uma certa maneira esta é a definição implícita de jóias ornamentais que encontramos no “Action  on Display and Adornment” feita durante o Concílio Anual da Conferência Geral em 1972. Diz: “Adereços pessoais, colares, brincos, pulseiras e anéis ornamentais não devem se usados.”1

2. USO RESTRITO DE JÓIAS FUNCIONAIS

Sem dúvida esta é a área que tende a criar confusão nas mentes de alguns adventistas que preferem ter todos os tipos de jóias como sendo do mau, ou entre aqueles que preferem rejeitar o padrão, mas preservar o princípio por trás dele. Permitindo o uso limitado de jóias funcionais, a igreja está seguindo a posição bíblica. A questão com a qual se depara consiste em definir o que é jóia funcional, e a partir de que ponto esta passa a ser ornamental.

Partindo-se do princípio de que a maioria das sociedades tem um entendimento cultural do que vem a ser jóia funcional, não será difícil identifica-las. O que cada um precisa perguntar é: Qual é o objetivo desta peça em minha cultura? Se não se conseguir descobrir o objetivo, este é provavelmente ornamental. No mundo ocidental as jóias funcionais são fáceis de se identificar, porque suas funções são intrínsecas a suas possibilidades de marketing e satisfazem a necessidades específicas na vida do indivíduo. Por exemplo, o relógio foi feito com o objetivo expresso de nos informar as horas; uma aliança de casamento já é vendida como aliança de casamento; e abotoaduras são manufaturadas para unir os punhos da camisa. O broche pode ser um ornamento funcional se for usado para manter unidas duas ou mais peças de roupa.

Obviamente, uma jóia funcional pode ser feita de maneira que sua função ornamental sobrepuje qualquer outro objetivo.Neste caso ela deve ser considerada inapropriada para um cristão. Sobre que base isto deve ser decidido? A solução que o texto bíblico sugere é o uso de princípios bíblicos para determinar o que é e o que não é apropriado como adereços pessoais. Provavelmente poderiam ser identificados vários princípios, mas a igreja aponta os três mais importantes: simplicidade, modéstia e economia. Jóias funcionais devem ser avaliadas com base nestes três princípios.

Simplicidade”, apesar de não ser um termo muito comum na Bíblia, é considerada uma importante virtude cristã. No novo testamento o termo grego haplotes parece ser o mais importante usado para expressar conceitos de simplicidade, singeleza e sinceridade. 2 A utilização deste termo na tradução grega do velho testamento e no novo testamento indica que simplicidade consiste em compromisso indivisível a um único objetivo, o serviço de Deus. É caracterizado pela ausência de comportamento ambíguo ou duplo (2 cor 11:3; Mat 6:22). Na verdade “Ao contrário de pessoas duplas, aqueles que dividem o coração, aqueles que são simples, não tem outra preocupação que não seja fazer a vontade de Deus e observar Seus preceitos; sua existência é uma expressão de compaixão e retidão”. 3

A simplicidade, sendo um total dar-se a si mesmo ao Senhor e à Sua vontade, está expressa na maneira como agimos e como nos adornamos. Jóias funcionais devem revelar que o centro de nossas vidas está na nossa aliança com o Senhor e não em nossa própria ostentação. Um coração não dividido mostrará sua total lealdade ao Salvador através de um estilo de vida dedicado ao Seu serviço e ao próximo. O princípio da simplicidade na escolha de jóias funcionais, então, significa que estas peças devem testificar que vivemos uma vida irrepreensível e despretensiosa, exclusivamente orientada para nosso Salvador e Senhor. Isto é sem dúvida a singeleza de um coração simples. 4


A palavra “modéstia” é usada por Paulo em sua discussão a respeito de adereços próprios aos cristãos (1Tim 2:9), e significa o respeito próprio determinado por uma vida que agrada ao Senhor. Conseqüentemente leva a evitar excessos ou extremos e reconhece e aceita os limites do que é propício. O que é propício não é simplesmente o que a sociedade estabeleceu, mas basicamente o que foi especificado nas instruções dadas pelos apóstolos para a comunidade dos crentes.Quando as instruções dadas aos cristãos coincidem com os valores da sociedade, a igreja é beneficiada, pois seus valores não entrarão em conflito com os valores dos não crentes. Em resumo, jóias funcionais modestas evitam chamar a atenção para o eu, e são leais aos parâmetros cristãos do que é propício.

O termo “economia” é difícil de ser definido, porque é diferente para cada pessoa. O que custa barato pode, em longo prazo se tornar caro e o que custa caro pode ser mais econômico. Nos textos bíblicos referentes a jóias, o princípio da economia não é enfatizado. Entretanto, a Bíblia nos orienta diligentemente sobre a mordomia concernente a nossos recursos financeiros e sobre como temos que dar conta deles a Deus. 5 No caso de jóias funcionais “economia “provavelmente significa que a partir do momento em que jóias caras geralmente tendem a ser para ostentação, temos que evitar compra-las, e que investir grandes somas de dinheiro no que é, sob ponto de vista bíblico, de pequeno valor para a vida cristã, viola nossa responsabilidade de mordomos do Senhor.

3. SÍMBOLO DE STATUS SOCIAL
Usar jóias como símbolo de status social e poder é em poucos casos tolerado na Bíblia, e em outros casos, reprovado. Este fenômeno deve nos alertar a sermos cuidadosos ao lidarmos com esta função particular das jóias na igreja. Aqui nos deparamos com uma situação na qual a prática cultural ao redor do mundo tem grande influência no que for decidido pela igreja. Por exemplo, oficiais militares usualmente expõem insígnias e medalhas que identificam suas patentes e atos de bravura. Esta é uma prática cultural bem aceita e a igreja pode considerar este tipo de jóia como funcional. Outro exemplo: o anel de formatura parece apenas servir para mostrar nossa superioridade sobre outros que, por inúmeras razões, não alcançaram o mesmo que nós, academicamente. É esta uma jóia funcional propícia? Provavelmente não. Mas talvez, o princípio que nos governa seja que qualquer atitude, símbolo ou ação que introduza distinções sociais desnecessárias entre os cristãos deve ser avaliada cuidadosamente e sempre que possível deposta aos pés da cruz de Cristo, onde há igualdade de pecados e de graça. A ênfase deve ser colocada no que une e não no que separa.

4. PRINCÍPIOS VERSUS PADRÕES
Os padrões a respeito das jóias (rejeição de jóias ornamentais; uso restrito de jóias funcionais) e os princípios que as regulam (simplicidade, modéstia e economia), tem relevância permanente no tempo e na cultura. Estes princípios podem e devem ser usados para determinar o que é apropriado com respeito ao uso de jóias funcionais. Neste caso particular, a igreja não deve fazer listas do que é ou não apropriado, mas deve guiar e permitir aos seus membros, sob a direção do Espírito Santo, a aplicar os princípios bíblicos a cada diferente cultura. Temos que reconhecer que há determinadas áreas na vida cristã em que o indivíduo deve decidir o que fazer, particularmente com seu Deus. Isto é na verdade um sinal de maturidade espiritual. É possível e até provável que muitos usarão erroneamente esta liberdade, mas isto não é desculpa para negar a liberdade dada a nós pela própria Bíblia.

B. PERIGOS ASSOCIADOS AOS PADRÕES SOBRE JÓIAS

Qualquer padrão pode ser mal interpretado ou mal aplicado, perdendo seu objetivo de contribuir para o bem estar do cristão. O padrão bíblico sobre jóias não é exceção. Exploraremos agora alguns perigos que encontraremos ao enfatizarmos a aceitação do padrão cristão a respeito das jóias, e daremos algumas sugestões a respeito de como lidar com eles em nossas vidas.
1. PECADO E O USO DE JÓIAS
Não há dúvidas de que de acordo com a Bíblia pecado é muito mais do que uma ação que vem a prejudicar o próprio indivíduo ou a outros. Pecado é a condição sob a qual existimos; ele corrompeu nossa natureza a tal ponto que o que quer que façamos precisa ser mediado através de Cristo para ser aceito por Deus. Nenhuma de nossas ações seja “boa” ou “má” está livre da mancha do pecado. Podemos dizer que o pecado precede as ações pecaminosas. Este estado pecaminoso em que existimos não será erradicado até aquela gloriosa manifestação de segunda vinda de Jesus.

Enquanto isso, o Espírito de Deus trabalha em nossos corações, não permitindo que nossa natureza de pecado tome as rédeas de nosso ser e nos leve a um comportamento pecaminoso. O domínio do pecado sobre nós é intensificado e fortificado através de nossos atos pecaminosos. Não seria banalizar o pecado defini-lo como atos cometidos contra a vontade de Deus  que nos prejudicam e, em muitos casos, a outros. Pecado é matar alguém, roubar e trabalhar durante as horas do sábado, porque nestes atos pecaminosos está implícito o domínio que o pecado tem sobre nós. Superar estes atos de pecado significa vencer o pecado como ação e também como estado. Esta é a vitória que o Senhor deseja para nós.

O fato de que o padrão a respeito das jóias envolve atitudes exteriores não banaliza o pecado6, ao contrário, nos informa como o Espírito pode limitar o poder, domínio e incrustação do pecado em nossas vidas. Pode se dizer que a obediência específica aos mandamentos de Deus é proclamar a soberania Dele em nossas vidas. Isto obviamente não significa que nossa natureza está para sempre livre do pecado; mas  sim que estamos aguardando com alegria o dia em que isso acontecerá.

2. LEGALISMO E JÓIAS
O perigo mais ameaçador que os que valorizam a obediência à lei de Deus e aos ensinamentos bíblicos têm que enfrentar é o legalismo. Este distorce a obediência criando uma religião monstruosa que destrói a essência da mensagem cristã  de salvação exclusivamente em Cristo, e neste processo cultiva o orgulho no indivíduo. Esta ameaça é encontrada não só pelos que aceitam o padrão bíblico sobre as jóias, mas também por qualquer um que procura obedecer ao Senhor. No caso das jóias, uma remoção legalista das jóias ornamentais e o uso das jóias funcionais simples, modestas e econômicas, destroem os intentos do padrão, porque ao invés da humildade e do negar-se a si mesmo, vem o egoísmo e o orgulho.

O legalismo vem sempre acompanhado da crítica. No caso do uso das jóias, aqueles que aceitam o padrão bíblico, podem ser tentados a se sentirem superiores àqueles que ainda têm dúvidas a respeito. Obviamente, isto também se aplica à observância do sábado, devolução dos dízimos ou trabalho missionário. Então, não se trata simplesmente de jóias, mas da fraqueza do coração humano, que às vezes transforma o que seria obediência a Deus em orgulho e exaltação própria. É necessário estar ciente do fato de que a obediência genuína é uma humilde expressão de gratidão ao nosso Salvador e Senhor pelo que fez por nós na cruz. Nossa obediência é uma oferta de amor a Deus e Ele não espera que comparemos o que ofertamos a Ele com o que outros estão ofertando.Quando tentamos ajudar a outros na vida cristã, temos que mostrar amor e não condenação e rejeição.

3. PRINCÍPIOS, JÓIAS, CASAS, CARROS?
Não há dúvida de que os princípios de simplicidade, modéstia e economia se estendem além da esfera de adereços e vestimenta pessoal. Devemos procurar aplica-los na maior abrangência possível em toda a dimensão da nossa caminhada com Deus. Talvez, por vezes a igreja tenha, não intencionalmente, tido a tendência de aplica-los somente na área de adereços e vestimenta. Se este for o caso, o apelo à igreja é para que expanda a aplicação desses princípios para vários outros aspectos da vida cristã.   Nesta tarefa, ela deve ter muito cuidado para não criar novos padrões que irão colocar fardos nos ombros de seus membros.

Ninguém pode esperar  que a igreja decida por seus membros qual é o carro modesto e econômico, a casa modesta ou o relógio simples. Nesta área a igreja deverá apenas ensinar os princípios cristãos e confiar que seus membros os usarão sabiamente ao tomarem suas decisões diárias. A pergunta óbvia é: Por que então não podemos fazer o mesmo em se tratando de jóias ornamentais? A resposta é simples: A Bíblia nos mostra um padrão específico a este respeito, conseqüentemente, a igreja tem que ensina-lo. Nas áreas em que a Bíblia esclarece o assunto, não podemos ignorar sua sabedoria, mas sim aproveita-la. No que concerne a outras áreas, devemos deixar que o Espírito Santo trabalhe nos corações daqueles que dizem viver uma vida que agrada a Deus.

4. GÊNERO E O USO DE JÓIAS
Tem havido uma tendência na igreja de ligar o assunto do uso de jóias exclusivamente aos membros do sexo feminino. Isto é até certo ponto compreensível, se levarmos em consideração o fato de que até recentemente a maioria das jóias ornamentais no mundo ocidental eram usadas  principalmente por mulheres, e que algumas das passagens bíblicas foram direcionadas especificamente para elas. Mas está claro que o caso das jóias nos tempos bíblicos concerne a ambos os gêneros e que hoje as jóias tem sido usadas tanto por homens quanto por mulheres. Então não devemos lidar com este tópico como se fosse um problema feminino, mas encara-lo como realmente é, um impasse humano.

C. CONCLUSÃO
O assunto sobre as jóias não deve desviar nossa atenção das boas novas de salvação através da fé em Jesus. É no contexto do evangelho que devemos ensinar os padrões bíblicos sobre as jóias; de outra forma cairemos na armadilha do legalismo ou da crítica. Nestes ensinamentos devemos mostrar claramente que jóias ornamentais devem ser rejeitadas, mas as funcionais não. Às vezes pode se tornar difícil fazer a distinção entre os 2 tipos, mas geralmente não é o caso.

As jóias funcionais podem ser facilmente identificadas na maioria das culturas, então devemos permitir que a prática cultural nos informe. Em outras palavras, jóias funcionais não são definidas por desejos pessoais, mas por crenças e práticas culturais respeitáveis. A igreja precisa reconhecer, por exemplo, que em algumas culturas o colar é usado para indicar que a mulher que o está usando é casada; enquanto em outras culturas ele é um simples adorno. Na primeira situação, o colar é aceitável, mas na segunda deve ser rejeitado. Na escolha das jóias funcionais os cristãos devem seguir os princípios bíblicos de simplicidade, modéstia e economia.

Este apanhado sobre a questão das jóias está baseado no fato de que a Bíblia combina um padrão específico (rejeição de jóias ornamentais e uso restrito de jóias funcionais) com uma série de princípios a serem utilizados na escolha das jóias funcionais. Para que a igreja permaneça fiel às escrituras é necessário que ambos sejam ensinados.

Mente Aberta – Cinema

O texto escrito é minha paixão, mas devo reconhecer seu risco. Quando escrevemos, não temos controle sobre como o leitor o receberá. Pode ser que me veja como brava, quando estou apenas pensativa. É provável que me leia crítica, quando a intenção é plenamente amigável. Mas escolhi este meio, este canal e sabia dos ossos deste ofício. Não, não me ofendi. Nem me conhecem de fato.
Já faz algum tempo que desisti de pregar, no sentido de convencer alguém da  minha opinião. Apenas vivo o que creio, pregando sem falar. Se elas se convencem, adotam algumas coisas, rejeitando o que não lhes convém. Normal. Faz parte do nosso desenvolvimento como ser humano crescer, podar, frutificar. Alguns só arrancando pela raiz mesmo.
Como disse, falei de cinema e queria dizer porque não vou ao cinema. Fique tranquilo, não quero te convencer de nada, te condenar menos ainda. Não me cabe este papel. Apenas quero te contar o meu ponto de vista e devo começar dizendo que quase não vejo filmes. Já gostei mais, já assisti a vários – alguns dos quais me arrependo, aliás. O problema  todo pra eu me comportar assim é que faz alguns anos descobri que nossa mente é um depósito que não rejeita nada. Tudo o que vemos e ouvimos fica lá. Às vezes em gavetinhas que parecem lacradas e esquecidas, mas que podem vir à tona nos momentos mais inoportunos.
O que vejo, leio, escuto me abastece para decisões que tomo, para emoções que alimento. Outro dia um colega de trabalho me questionou sobre esta postura, já que, segundo ele, eu perco muitas “referências” artísticas por não ir ao cinema e nem assistir aos filmes a moda. Sei disso, mas pesando na balança e levando em conta meu objetivo na vida, temos que concordar que existem muitas outras “referências” e sem parecer careta, acho que Deus, a própria originalidade de tudo, é uma boa fonte de inspiração. Aquela cena de assassinato que verei num filme, vai alimentar minha alma, o adultério vai me influenciar eu querendo ou não. As doutrinas espíritas ficarão lá, esperando para subir ao consciente e por aí vai. Não quero isto pra mim. Já tem tanto lixo que recebo sem poder apartar, pra que vou me expor a este outro tanto se está em meu poder rejeitar?
Eu poderia discorrer sobre nossa capacidade neurológica de absorção e reação, da diferença entre mídia recebida e percebida, o poder de influência num ambiente fechado, com uma tela enorme, dos 24 quadros por segundo a inversão de frames, do achaque comercial perpetrado pela tecnologia IMax, mas não vou. Não vou por um único motivo: não quero te convencer de nada, pois se discorda de mim, ainda mais se gosta muito de filmes e de cinema, ainda que eu trouxesse o inventor das super telas para dar seu depoimento de como ele criou um mecanismo que nosso cérebro não consegue repelir, de como engolimos tudo aquilo sem pestanejar – mesmo arrotando ter controle sobre tudo -, ainda assim você não me acreditaria. Não vou usar argumentos da escritora Ellen White, nem falar  dos significados de cinema e teatro elétrico, informando a coerência dela sobre uma tecnologia que conhecia e que já no seu tempo se mostrava de grande perigo para a mente. Nada disso. Simplesmente pelo fato de que não te convenceria.
Posso parecer retrógrada pra você, tudo bem, já ganhei nomenclaturas piores. Mas não acho mesmo que deva perder duas horas ou mais da minha vida por semana, por dia ou seja lá que período, para me expor a isto. Se tem filme que preste? Claro que tem, não sou ignorante. Já vi muitos inclusive. Mas também tem aqueles com 5% de conteúdo edificante diluídos em 95% de ações e pensamentos que se chocam contra meus princípios e de tanto bater, uma hora os derruba. E se você é tão humano quanto eu, querido leitor, também está passível disto.
Veja, não estou aqui escrevendo sob demanda de igreja, estou falando da minha filosofia e prática de vida. Se você é frequentador de cinema e adora ver filmes, sozinho ou com a família, não te considero pior nem melhor que eu. Apenas temos opiniões diferentes sobre o assunto. Apenas queria te contar minhas razões, pois elas podem te fazer algum sentido também.


Sexo durante o sábado: Sim ou não?

Muitas pessoas — ou por ignorância ou como um meio de justificar seus atos de imoralidade — dizem que Deus condenou toda e qualquer manifestação sexual. Mas a verdade é exatamente o contrário. A Bíblia sempre fala dessa relação aprovativamente — desde que seja limitada a casais casados. E quanto a se relacionar sexualmente nas horas do sábado, dia abençoado e santificado pelo Criador, pode?

Deus fez o sábado, você e o sexo. Ambos bons!
Foi Deus quem criou o sexo. Ele formou humanos, não com o fim de torturar homens e mulheres, mas para proporcionar-lhes satisfação e senso de realização pessoal. Conservemos sempre em mente como foi que isso se deu. O homem sentia-se irrealizado no Jardim do Éden. Embora vivesse no mais belo ambiente do mundo, cercado de animais mansos de toda espécie, ele não tinha uma companheira. Então, Deus retirou de Adão um pedaço de seu corpo, e realizou outro milagre da criação — a mulher — semelhante ao homem sob todos os aspectos, com exceção do aparelho reprodutor. Ao invés de serem opostos, eles se completavam mutuamente. Será que Deus iria ter o trabalho de preparar Suas criaturas, dando-lhes a capacidade de realizar determinada atividade, para depois proibi-los de realizá-la? Não seria o Deus de amor tão descrito na Bíblia. Aquele que não poupou ao seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas (Romanos 8:32).
Examinando os fatos objetivamente, temos que concluir que o sexo foi dado ao homem, pelo menos em parte, para sua satisfação conjugal. Para termos outras evidências de que Deus aprova o ato sexual entre casais, consideremos a bela narrativa que explica sua origem. De todas as criaturas de Deus, apenas o homem foi criado à imagem de Deus (Gênesis 1:27). Isso torna a humanidade uma criação singular dentre as criaturas da Terra. O verso seguinte explica: E Deus os abençoou, e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos (Gênesis 1:28). A seguir, Ele faz um comentário pessoal acerca de Sua criação: Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom (Gênesis 1:31).
O capítulo dois de Gênesis apresenta uma descrição mais detalhada da criação de Adão e Eva, incluindo a informação de que o próprio Deus conduziu Eva até Adão, dando-lhe como presente (verso 22) e, evidentemente, apresentou-os um ao outro, e ordenou para serem fecundos. Em seguida, o texto descreve a inocência deles com as seguintes palavras: Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam (verso 25). Adão e Eva não sentiram nenhum constrangimento, nem ficaram envergonhados nessa ocasião, por três razões: haviam sido apresentados um ao outro por um Deus santo e reto, que lhes ordenara que se amassem; sua mente não estava preconcebida quanto a culpa, pois ainda não havia sido feita nenhuma proibição relativa ao ato sexual; e não havia outras pessoas por ali, para observarem suas relações íntimas.
Fora do Éden, após o pecado da desobediência, o primeiro casal e todos os demais enfrentaram as conseqüências. Preocupado com a saúde e bem estar dos seus filhos, Deus pede que as relações sexuais sejam evitadas no período que a mulher esteja menstruada. “Não tenha relações com uma mulher durante a menstruação”. (Levítico 18:19)
Vários séculos depois, o profeta Ezequiel registrou as palavras de Deus que relacionam o “homem justo” com aquele que não se chega “à mulher na sua menstruação” (Ezequiel 18:5 e 6). Hoje podemos compreender que, por razões higiênicas e estéticas, a penetração deve ser descartada durante as regras da mulher. Não há na Bíblia, um mandamento que diga que o sexo no sábado é pecado. O sábado é santo, o casamento é santo e o ato sexual deve ser santo.        “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros”. (Hebreus 13:14)
 A única proibição da Bíblia diz respeito a atos sexuais extra ou pré-conjugais. A abstinência de sexo em um dia da semana ou em uma ocasião específica deve ser uma decisão exclusiva do casal.

“O homem deve cumprir o seu dever como marido, e a mulher também deve cumprir o seu dever como esposa. A esposa não manda no seu próprio corpo; quem manda é o seu marido. Assim também o marido não manda no seu próprio corpo; quem manda é a sua esposa. Que os dois não se neguem um ao outro, a não ser que concordem em não ter relações por algum tempo a fim de se dedicar à oração. Mas depois devem voltar a ter relações, a fim de não caírem nas tentações de Satanás por não poderem se dominar”. (1 Coríntios 7:3-5)
O casal que concorda em não fazer sexo e se dedica a práticas religiosas, deve ser respeitado. Deus não tem prazer na infelicidade de ninguém, Ele deseja que todos tenham vida abundante. É importante lembrar que sexo é, também, uma necessidade natural. Há organismos que ficam mais dias sem tal prática, outros não. O Criador conhece cada caso. O sexo entre um homem e uma mulher os torna uma só pessoa, uma só carne, uma bênção. Essa união foi estabelecida por um Deus que criou seres humanos a Sua imagem e semelhança. O sexo criado pelo Senhor não tem nada com a pornografia dos dias atuais.
Se “é lícito, nos sábados, fazer o bem” (Mateus 12:12); salvar uma ovelhinha, amar, fazer um carinho, alimentar-se, não configuram pecado. Fazer sexo no sábado não é um ponto de tensão na Bíblia. A questão a se refletir é que tipo de sexo está sendo praticado, se o sexo está sendo feito de forma santa ou profana, se essa experiência enobrece e eleva os filhos de Deus a uma experiência benéfica para o corpo, mente e espírito. Se Deus está sendo honrado ou não. Esse princípio reflexivo vale para tudo que fizermos na vida, especialmente no dia em que o Criador nos convida para um encontro especial com Ele. (Êxodo 20:8-11)
No livro de Provérbios, a relação sexual não tem limitações de tempo, pois está escrito: “Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias” (Provérbios 5:19). Obviamente, em todo o tempo e sempre incluem os sete dias da semana. Lamentavelmente, ainda existe na grande comunidade cristã o preconceito milenar de que o sexo teve algo a ver com o pecado original do casal edênico. Portanto, crê-se que é um “mal necessário” para procriar, mas que fora isso, praticá-lo por puro prazer é promover as “concupiscências da carne” e desejar o pecado. Tal postura é totalmente antibíblica. Você acha que Adão recebeu Eva e a ordem para o ato de procriar na sexta e ficou esperando até no domingo? Portanto, se o sábado é santo, e o sexo no casamento é tão santo, não há nada que poderia se combinar melhor, ao ponto de podermos dizer que não haveria um dia mais adequado para tanto. Aconselha-se a leitura do livro “O Ato Conjugal”, de Tim e Beverly LaHay, Editora Betânia.
Por fim, não há nada que possa tornar  ilícito ou imoral o ato sexual no dia do sábado. Isto é, desde que seja um ato legítimo que não interfira com o dar a primazia a Deus e às atividades sagradas do sábado planejadas pela igreja. Embora seja legítimo fazê-lo no sábado, não se deveria planejá-lo sistematicamente para esse dia, como tampouco para nenhum dia específico da semana, dando assim lugar à espontaneidade.
Seja feliz!


Nova Chance

Havia um homem muito rico, possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados a seu serviço.
Tinha ele um único filho, um único herdeiro, que, ao contrario do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era de festas, estar com seus amigos e de ser bajulado por eles.
Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam. Os insistentes conselhos do pai lhe retiniam os ouvidos e logo se ausentava sem dar o mínimo de atenção.
Um dia o velho pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e dentro do celeiro ele mesmo fez uma forca, e junto a ela, uma placa com os dizeres: "Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai".
Mais tarde chamou o filho, o levou ate o celeiro e disse:
" - Meu filho, eu já estou velho e quando eu partir, você tomará conta de tudo o que e meu, e sei qual será o seu futuro.
Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo dinheiro com seus amigos, irá vender os animais e os bens para se sustentar, e quando não tiver mais dinheiro, seus amigos vão se afastar de você.

E
quando você não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos.

"É por isso que eu construí esta forca, sim, ela é para você, e quero que você me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela. "O jovem riu, achou absurdo, mas, para não contrariar o pai, prometeu e pensou que jamais isso pudesse ocorrer.

O tempo passou, o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo, mas assim como
se havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade.

Desesperado e
aflito, começou a refletir sobre a sua vida e viu que havia sido um tolo, lembrou-se do pai e começou a chorar e dizer:

* - Ah, meu pai, se eu tivesse ouvido os teus conselhos, mas agora é tarde, é tarde demais. Pesaroso, o jovem levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro, era a única coisa que lhe restava. A passos lentos se dirigiu até lá e, entrando, viu a forca e a placa empoeirada e disse:
* - Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas pelo menos esta vez vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa, não me resta mais nada.
Então subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço, e disse:
* - Ah , se eu tivesse uma nova chance...
Então pulou, sentiu por um instante a corda apertar sua garganta, mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente, o rapaz caiu no chão, e sobre ele caiam jóias, esmeraldas, pérolas, diamantes; a forca estava cheia de pedras preciosas, e um bilhete que dizia:
* Essa é a sua nova chance, eu te Amo muito.Seu pai.
* E você , está buscando uma nova chance . Profetize sobre o seu caminho se este se tornou um "vale de ossos secos" (Ez 37:1,9) e clame ao Espírito do Senhor para que venha dos quatro ventos Seu sopro e confie, pois a benção já é sua e onde havia morte haverá Vida , Vitória e Alegria em Nome de JESUS .
* Essa é a sua nova chance também , pois o Senhor te Ama muito , muito , muito.

Amar... É Fácil

Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa, após a terrível guerra do Vietnã. . .
Ele ligou para seus pais, em São Francisco, e lhes disse:
(Filho) - Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a lhes pedir.
(Pais) - Claro meu filho (emocionados), peça o que quiser!
(Filho) - Eu tenho um amigo que eu gostaria de trazer comigo.
(Pais) - Claro meu filho, nos adoraríamos conhecê-lo!!!!
(Filho) - Entretanto, há algo que vocês precisam saber, ele fora terrivelmente ferido na última batalha, sendo que ele pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. O pior é que ele não tem nenhum lugar para onde ir e, por isso, eu quero que ele venha morar conosco.
(Pais) - Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar onde ele possa morar e viver tranqüilamente! (assustados).
(Filho) - Não, mamãe e papai, eu quero que ele venha morar conosco! (emocionado e muito nervoso)
(Pais) - Filho, disse o pai, você não sabe o que está nos pedindo. Alguém com tanta dificuldade, seria um grande fardo para nós.
Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo (constrangidos) Neste momento, o filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois, no entanto, ele receberam um telefonema da polícia de São Francisco. O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A polícia acreditava em suicídio. Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levados para o necrotério a fim de identificar o corpo do filho. Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, descobriram algo que desconheciam: O filho deles tinha apenas um braço e uma perna.
Os pais, nesta história são como muitos de nós. Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas, não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortáveis.
De preferência, ficamos longe destas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou "espertas" como "nós acreditamos que somos". Dou Graças a DEUS por nos enviar Seu Filho Jesus Cristo que não nos trata desta maneira. Alguém que nos ama com um amor incondicional, que nos acolhe dentro de uma só família. Esta noite, antes de nos recolhermos, façamos uma pequena oração para que DEUS nos dê a força que precisamos para aceitar as pessoas como elas são, e ajudar a todos, a compreender aqueles que são diferentes de nós. Há um milagre chamado AMIZADE, que mora em nosso coração. Você não sabe como ele acontece ou quando surge. Mas, você sabe que este sentimento especial aflora e você percebe que a AMIZADE é o presente mais precioso de Deus. Amigos são como jóias raras. Eles fazem você sorrir e lhe encorajam para o sucesso . Eles nos emprestam um ouvido, compartilham uma palavra de incentivo e estão sempre com o coração aberto para nós. Mostre aos seus amigos o quanto você se importa e é grato a eles.

O último dia de vida

Naquela manhã, sentiu vontade de dormir mais um pouco. Estava cansado porque na noite anterior fora deitar muito tarde. Também não havia dormido bem.

Teve um sono agitado. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisava fazer na empresa.

Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado nem nas olheiras escuras, resultado das noites mal dormidas. Nem sequer percebeu um aglomerado de pelos teimosos que escaparam da lâmina de barbear. "A vida é uma seqüência de dias vazios que precisamos preencher", pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo.

Engoliu o café da manhã e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida.

Não notou que os olhos dela ainda guardavam a doçura de mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Não entendia por que ela se queixava tanto da ausência dele e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos.
Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava? Claro que não teve tempo para esquentar o carro nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo. Deu a partida e acelerou.

Ligou o rádio, que tocava uma canção antiga do Roberto Carlos, "detalhes tão pequenos de nós dois... "Pensou que não tinha mais tempo para curtir detalhes tão pequenos da vida.
Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos.

Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto, mas não podia, naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa. Agradeceu o convite, mas respondeu que seria impossível. Quem sabe no próximo final de semana? Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de poder estar com ele na hora do almoço. Mas ele foi irredutível: realmente, era impossível.
Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.

No que seria sua hora do almoço, pediu para a secretária trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde.
Nem observou que tipo de lanche estava mastigando. Enquanto engolia relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo concluiu que era um mal-estar passageiro.
Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou à sua mesa. "A vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Nem tudo saía como ele queria. Começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido. Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha de mostrar resultados. Será que o gerente não conseguia entender isso?
Saiu para a reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando de dois em dois degraus.
Parecia que a garagem estava a quilômetros de distância, encravada no miolo da terra, e não no subsolo do prédio.
Entrou no carro, deu partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo o mal-estar. Agora havia uma dor forte no peito. O ar começou a faltar... a dor foi aumentando... o carro desapareceu... os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. Era como se o videocassete estivesse rodando em câmera lenta. Quadro a quadro, ele via esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas que mais
gostava.
Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã? Por que não foi pescar com os amigos no último feriado? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte, a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.
Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas.
Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto...
queria... queria... mas não deu tempo.
Como está sua vida ? Qual o tempo que tem dedicado às coisas pequenas , mas importantes , da vida ? E Deus , em que lugar você o coloca ? Será que ...?
Lembre-se , são poucas as pessoas que tem uma segunda e "nova oportunidade" de vida para mudar e ... Pense nisso .

Sábado




É estranho que hoje, as pessoas aceitem os Dez mandamentos como sendo apenas nove.
Uma religião foi mais longe e transformou os dez em oito, sumindo com o segundo e mudando o quarto, duplicando o décimo.

É estranho como as pessoas pensam… Vale o mandamento “Não matarás”, o “amarás a Deus sobre todas as coisas”, e até vale o “não levantarás falso testemunho”; mas o mandamento para “guardar o sábado”, este não vale. Agem como se o Sábado tivesse sido abolido, mudado, riscado, e cumprido. E os outros mandamentos? Não? Por que?

O Quarto Mandamento
Antes de continuar, vamos reler os Dez mandamentos, com estão na Bíblia. Você pode ler Êxodo 20: 3-17 na sua Bíblia ou conferir, nas primeiras páginas deste livro a sua transcrição.
Muito bem, agora que você já tem um visão geral do caráter de Deus e sua representação na Lei, vamos analisar o “polêmico” quarto mandamento.
Qual é sua origem, sua importância, seu objetivo e, afinal, por que ele não é obedecido hoje em dia pela maioria dos cristãos?

O Sábado surgiu há muito e muito tempo atrás, junto com o primeiro homem, Adão.
Na verdade, Deus fez o Sábado por causa dele, de Adão.

Com a criação, Deus estabeleceu a ordem que deveria governar o mundo. Criou o dia e a noite, a semana, os meses lunares, os anos solares, enfim, pôs tudo em ordem, como é de sua natureza e entregou tudo para o homem a fim de que este usufruísse da sua criação, com sabedoria.

Junto com o “pacote” dado por Deus, veio o Sábado de descanso, criado por Ele para que, depois de seis dias de trabalho, o homem pudesse parar e se lembrar de que tudo o que ele tem vem de Deus, nosso Criador.

O Sábado foi criado por causa do homem. Leia o que Jesus disse:
“ O Sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado.” Marcos 2:27

Da mesma forma pela qual Adão amava a Deus e procurava fazer a Sua vontade, também guardava o Sábado como memorial eterno daquele que o criará. Afinal, este foi um mandado especifico de Deus, e não houve nenhum dispositivo que o revogasse.

E assim foi, de Adão para Sete, de Sete para Noé, de Noé para os patriarcas, todos passando as Leis (o caráter de Deus) para adiante, para seus filhos. Pois todos amavam a Deus, e, por conseqüência, queriam fazer a sua vontade.

E assim foi, até que o povo de Israel foi transformado em escravo no Egito e se afastou da Lei de Deus por 400 anos.

Nesse momento, quando a corrente de pai para filho se quebrou, Deus foi obrigado a reeducar o povo e a ensinar-lhe, não só os seus estatutos, mas também quem Ele era e o tamanho do seu amor pelo homem. Todas as lições, dadas a Israel no deserto, não traziam qualquer novidade. Eram, na verdade, reedições de preceitos divinos estabelecidos desde o principio dos tempos.

Amor a Deus, amor ao próximo, a vinda do Messias e a necessidade de entregar o coração ao Salvador, tudo isso já tinha sido dado a Adão.

O Sábado, como os outros mandamentos, foi reconfirmado e estabelecido mais uma vez como dia sagrado e como memorial da criação.
Tão importante era a guarda deste dia, que Deus fez inúmeras promessas aos que respeitassem este preceito.
Aliás, muito mais promessas do que qualquer outro mandamento, com exceção do primeiro.

“Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses
no meu santo dia; mas se chamares ao Sábado deLeitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deLeitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra, e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse.” Isaías 58:13-14


Muito bem, durante os séculos que se sucederam, tudo foi preservado como na criação.
As medidas, reeditadas por Moisés, foram escritas e dirigiram a vida do povo escolhido por Deus na terra, aquele que deveria ser a testemunha fiel do seu amor pelo homem.

Até que um dia, na plenitude dos tempos, veio Jesus, o Messias.

Jocymar Sodreh. Tecnologia do Blogger.
Facebook Twitter RSS